A constante procura de jovens por questões de namoros e relacionamentos, sob a luz da DOUTRINA TRADICIONAL da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, nos levaram a criar este Blog. Embora o título do Blog seja JOVENS E NAMOROS, ele se destina a todas as pessoas, sejam JOVENS OU ADULTOS. Que Nossa Senhora nos ajude a levar orientação a todos os que procuram uma vida santa e de conformidade com os mandamentos da Lei de Deus e da Santa Igreja.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Namoro, noivado e casamento


Quando Deus criou Adão, fê-lo senhor de toda a Terra. Adão louvava a Deus, cantando com os anjos e muitas vezes passeava com o Criador pelo Paraíso. Adão tinha tudo, mas ainda lhe faltava algo.

“O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.” Tendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais dos campos, e todas as aves dos céus, levou-os ao homem, para ver como ele os havia de chamar; e todo o nome que o homem pôs aos animais vivos, esse é o seu verdadeiro nome. O homem pôs nomes a todos os animais, a todas as aves dos céus e a todos os animais dos campos; mas não se achava para ele uma ajuda que lhe fosse adequada. Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará Virago (mulher), porque do Varão (homem) foi tomada.” Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne. (Gênesis 2, 18-24)

Não e bom que o homem esteja só – disse o Senhor Deus Criador de todas as coisas.

O NAMORO

O namoro é a fase em que ambos, homem e mulher, se conhecem. Muitas vezes o namoro começa até na amizade que vai se estreitando até virar namoro. Aí então a atenção de ambos se volta para o casamento, ou seja, embora se conhecessem na fase da amizade, verificam se estão preparados para o casamento. Ser amigos é uma coisa, casar é outra. Para ser amigo não precisa de nada, para casar é preciso ter emprego, ser paciente, religioso e, sobretudo, amar muito a Deus. Pois quem não ama a Deus, não ama o próximo.

No namoro é que se verifica a base de todo o casamento: amor, respeito mútuo, incentivo a prática de virtudes, etc. É nesse período que ambos vão se analisar com seriedade se seu respectivo cônjuge é realmente uma pessoa de caráter, que cultiva bons hábitos, gosta de trabalhar, respeita os pais e os mais velhos. Coisas que não combinam com um relacionamento a dois é: preguiça, indolência, vícios, vaidade, frivolidade, entre outros defeitos. Se for assim é o momento para terminar o relacionamento, pois não adianta casar tendo a infeliz idéia de que a pessoa vai melhorar com o tempo. É melhor voltar a ser apenas amigos, sem qualquer promessa futura de constituir casamento.

Passada essa fase inicial, vendo ambos que realmente o seu par é pessoa boa, e cientes de que o casamento é a vocação para que Deus as chamou, então se procede ao noivado.

O NOIVADO

O Noivado é a solenidade pela qual os nubentes se comprometem perante a família de ambos, fidelidade, amor e promessa de construção de uma vida comum, já tendo como compromisso certo o casamento. O noivado é o tempo para acertar os detalhes  firmar o compromisso sério. O noivado é uma tradição e é cercado por um cerimonial especial pois ambos passam a usar aliança na mão direita. É como um pré-aviso: “estamos noivos, quem tiver algo contra que fale ou se cale para sempre”. Aliança é sinal de compromisso sério e portanto é um aviso a toda a sociedade de que vão casar. Os noivos sabem o que querem, já não é um simples namoro. Na verdade o noivado é também o amadurecimento do namoro. As responsabilidades apertam e o sentimento de família aumenta. Mas nem por isso deve ser levado até o fim, isto é, se mesmo noivos os comprometidos perceberem que a vida conjugal vai ser impossível, melhor desmanchar tudo, pois “antes tarde do que nunca”.

O noivado é como um noviciado para quem quer ser tornar religioso. Há votos como num noviciado, mas não perpétuos, pois os perpétuos somente o fará no casamento. Pois assim como o noviciado, o noivado não é eterno, mas passageiro.

Uma coisa é certa. Olhem bem isso. Se gostarem de alguém por que é bonito, não é amor, mas admiração. Se gostarem de alguém por que palpita seu coração, não é amor, mas sensibilidade. Se gostar de alguém por que deseja uma carícia ou um beijo, isso não é amor, mas sensualidade. SE DESEJA O BEM DE SEU NOIVO, MESMO ÀS CUSTAS DE SACRIFÍCIOS, DIANTE DE OCASIÕES DIFÍCEIS, ESSE É AMOR.

Somente a caridade sobrenatural, vínculo de amizade entre Deus e o homem, pode fazer laços que resistam a todas as sacudidas, a todas as vicissitudes, a todas as provas inevitáveis de uma longa vida conjugal – dizia o Papa Pio XII.

Não só a beleza física, mas outras qualidades devem ser buscadas.

Essas condições pessoais devem ser descobertas durante o noivado. Por isso que é lícito, e mesmo necessário que os noivos falem entre si, se encontrem sozinhos para se conhecer melhor. Mas a prudência e a conveniência reprovam as longas conversas a sos e fora da casa paterna. Um sábio conselho cristão diz aos noivos: “Fale com seu noivo onde não os ouças, mas onde os vejam” (fonte: FSSPX – Brasil)

O CASAMENTO

Depois de terem passado pelo “noviciado”, agora chegou a hora de ofertarem seus votos perpétuos diante da sociedade e diante de Deus, com a benção do sacerdote.
Uma coisa recomendo aos recém-casados: Freqüentem sempre os sacramentos, rezem juntos quando puderem, amem-se na alegria e na tristeza, ajudem-se mutuamente em todas as dificuldades, sejam pacientes com os defeitos do outro, e sejam muito felizes. Lembrem-se sempre que “o que Deus uniu, que o homem não o separe”.

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